Todo mundo está enfrentando uma batalha que você não vê

julho 9, 2025 3 mins to read
Share

Recentemente, me peguei pensando sobre como nunca sabemos a verdadeira realidade de uma pessoa.

Carregamos sempre conosco um olhar julgador — e, na maioria das vezes, um olhar de pouca cumplicidade e nada compreensivo.

Refiro-me ao fato de que criamos, em nossa cabeça, padrões que muitas vezes são impulsionados pelas redes sociais. Posso dar alguns exemplos:

Acorde às 5 da manhã.
Tome banho gelado.
Seja milionário.
Fique rico antes dos 30.
Fique magro.
Viaje o mundo…

Enfim, uma infinidade de “obrigações” que não consideram o momento ou a realidade de cada um.

Mas voltando ao ponto principal: há algumas semanas, um conhecido me contou sobre uma crise de ansiedade que teve — e os problemas que isso desencadeou. Era difícil imaginar algo assim, olhando para aquela pessoa.

Outro amigo compartilhou uma crise que viveu no trabalho, resultado de uma situação intensa de estresse. Mais uma vez, difícil de imaginar, vindo de alguém tão querido e aparentemente forte.

E como não lembrar da repórter da CazéTV que, durante uma entrevista ao vivo em um dos maiores eventos esportivos do mundo, teve uma crise de ansiedade diante das câmeras. Aquilo mexeu com quem assistia e não podia ajudar.

Por fim, enquanto eu estava de férias, me deparei com uma postagem que me chocou: um amigo que eu não via há muito tempo — trabalhamos juntos em uma empresa de telemarketing no passado — havia se envolvido em um acidente e perdeu uma perna.

Aquilo me fez parar.

O fato é que precisamos agir proativamente e preventivamente para sermos mais compreensivos, mais humanos com quem está ao nosso redor.

Não sabemos o que o outro está passando.

Palavras de incentivo, gentileza, educação… Tudo isso tem poder.

Agir assim é uma forma de criar um movimento real — a famosa corrente do bem.

Todos temos nossos problemas. A vida, por si só, às vezes é dura. E nós não precisamos acentuar isso — pelo contrário, precisamos suavizar. Precisamos levar as coisas com mais leveza.

Isso não tem a ver com menos responsabilidade. Tem a ver com mais consciência.

Da próxima vez que encontrar um amigo, um colega de trabalho ou alguém que você não vê há tempos, ofereça um abraço. Deseje o melhor. Envie boas energias.

Porque, mesmo por trás de um sorriso, aquela pessoa pode estar enfrentando um dia desafiador.

E a sua palavra pode ser o divisor de águas. O pontapé para um dia melhor.

Até a próxima.


Leave a comment

Your email address will not be published. Campos obrigatórios são marcados com *